segunda-feira, 6 de junho de 2011

ILUSÃO DE MÜLLER-LYER
A figura seguinte, criada pelo psiquiatra alemão Franz MÜLLER-LYER em 1889, conhecida como a ilusão da flecha é talvez das ilusões perceptivas mais conhecidas.



       Uma explicação para esta ilusão diz que a haste da figura B parece maior porque as pontas de seta na extremidade estão abertas para fora fazendo assim com que o olho continue o seu movimento de seguir a haste, enquanto que, pelo contrário, a haste da figura A parece menor porque o olho chegando à ponta da haste é levado retroceder pela forma da ponta da seta.


Outra explicação é que temos tendência para ampliar características que indiquem distância do observador e reduzir características que indiquem proximidade. Assim, enquanto as flechas viradas para dentro (B) parecem representar objectos que se distanciam do observador, as flechas viradas para fora (A) parecem representar objectos que se aproximam.

ILUSÃO DO T INVERTIDO DE WUNDT
A ilusão do T invertido ou da perpendicular, exemplificada na figura seguinte é devida a Wilhem WUNDT, que a estudou e apresentou em 1858.

Verifica-se aqui o chamado efeito horizontal/vertical em que, apesar dos segmentos de recta terem exactamente o mesmo comprimento, o segmento vertical parecerá sempre maior.
                                                                  
ILUSÃO DE PONZO
A Ilusão de Ponzo, também referida como a ilusão da linha de comboio, foi pela primeira vez demonstrada pelo psicólogo italiano Mario PONZO em 1913.

Nesta ilusão temos dois segmentos de recta horizontais que são ladeados por duas linhas oblíquas. Apesar de terem exactamente o mesmo comprimento, a linha de cima (B) parece maior que a linha de baixo (A).
Este fenómeno é associado à experiência das linhas de comboio.
Uma explicação para esta ilusão é julgarmos o tamanho dos segmentos de recta tendo como referência a distância entre cada um dos segmentos e as linhas oblíquas, ou sejam, as distâncias identificadas como A’ e B’ na figura seguinte.


Como B’ é consideravelmente mais pequeno, o segmento B é percepcionado como sendo maior.

ILUSÃO DE TITCHENER

Esta imagem foi criada por Edward Bradford TITCHENER em 1898 em que nos apresenta duas flores em que os círculos A e B são iguais, apesar de parecer maior o círculo que possui à sua volta círculos mais pequenos (A).
A mesma coisa acontece na figura seguinte, em que as circunferências azuis são iguais embora a circunferência A pareça muito maior.




ILUSÃO DO “VASO DE RUBIN”
        É uma ilusão de óptica ambígua pois, podemos visionar mais do que uma imagem mas apenas uma de cada vez. Foi apresentada por Edgar Rubin por volta do ano de 1915.

         Se focarmos a visão no branco, a imagem que obtemos é um vaso enquanto que, se nos concentramos no fundo preto encontraremos duas faces voltadas uma para a outra.

Dois velhos ou dois mexicanos?
 

Uma jovem ou uma velha?




Tiago Costa


sábado, 4 de junho de 2011

Processos Conativos - O Esforço de Realização

   Os Processos Conativos são um conjunto de processos que se ligam à execução de uma acção ou comportamento.
Contêm duas componentes, objectiva ,de execução que se manifesta nos movimentos e que se pode observar, e subjectiva ,uma disposição interna para a acção, que é a conação.
É portanto, o conjunto da motivação, empenho, vontade e desejo que move os indivíduos em direcção a um fim ou objectivo, ao dar sentido à sua acção, faz com que tenha significado para eles. 
Concluí-se, então, que todos nós procuramos sempre algo de distinto de nós próprios, esforçando-nos com o objectivo de atingir um fim. Afirma-mos a vida psíquica como intencional porque a mente visa algo de diferente de ela própria, tem um propósito.



   O conceito de Esforço de Realização relaciona-se com o empenho para concretiza-mos os nossos desejos e objectivos. O esforço de realização está intimamente ligado aos processos conativos, ao modo como os nossos desejos e propósitos se transformam em acções.
Segundo Abraham Maslow  as motivações organizam-se segundo uma hierarquia de necessidades, representada por uma pirâmide: na bases as necessidades básicas e no topo as de auto-realização. Só se passa para um nível superior se as necessidades do nível anterior estiverem satisfeitas.

                          


   Necessidades fisiológicas: são vitais para o ser humano. A sua satisfação assegura a sobrevivência (a fome, sede, sono) e visa a manutenção do equilíbrio interno do organismo. A satisfação destas necessidades dominam o comportamento humano.

   Necessidades de segurança
: depois de satisfeitas as necessidades fisiológicas, o individuo procura satisfazer a necessidade de se sentir protegido, relativamente a situações potencialmente perigosas.

   Necessidades de afiliação
: este tipo de necessidade manifesta-se no desejo de o individuo estar com os outros e ser aceites por estes. É a necessidade de receber e dar afecto, confiança, amor, e reflecte-se na procura de fazer partes de grupos: família, amigos, trabalho.

   Necessidades de estima
: correspondem à necessidade de se sentir respeitado, estimado pelos outros; a necessidade de se sentir competente (desenvolver actividades com qualidade e ser reconhecido) depende da satisfação destas necessidades. Se estas necessidades forem satisfeitas há um sentimento de auto-confiança, se acontecer o contrário a frustração pode dar origem a sentimentos de inferioridade.

   Necessidades de auto-realização: são as necessidades que cada um tem de realizar o seu potencial. Estas necessidades podem manifestar-se pela necessidade do individuo concretizar as suas potencialidades, de atingir a sua realização pessoal e de conseguir obter êxito e sucesso.
  










Para Maslow, a motivação é o motor da vida das pessoas que têm percursos diferentes à medida que as necessidades são satisfeitas. Chama a atenção para o esforço de realização exigido: iniciativa, força de vontade, autonomia, criatividade, aceitação de si próprio e do outro, espírito aberto, capacidade de autocrítica.




Sofia Carvalho

Condicionamento Operante - Experiência de Rufus Skinner

O condicionamento operante é um tipo de aprendizagem que envolve a vontade do sujeito, ou seja, o sujeito é activo. O comportamento é aprendido através do reforço, que pode ser positivo ou negativo. Rufus Skinner apresentou experimentalmente o condicionamento operante, como alternativa ou complemento ao condicionamento clássico de Watson. A questão básica para ambos os modelos era o estabelecimento de respostas a factores determinantes. Enquanto o condicionamento clássico é controlado pela associação de estímulos, o condicionamento operante é controlado pelas suas consequências – estímulos (reforços) que se seguem às respostas.
- No condicionamento operante, uma resposta é fortalecida pelo seu reforço ou enfraquecido pela sua extinção.
- Um operante é uma série de actos ou acções que, pelas consequências que geram, são fortalecidos ou enfraquecidos de modo a aumentar ou diminuir a probabilidade da sua ocorrência.
 - Reforço: Refere-se a qualquer estímulo que aumenta a força de algum comportamento operante.
1. Reforço Positivo: estímulo que tem consequências positivas, agradáveis e que se segue a um determinado comportamento.
2. Reforço negativo: o sujeito evita uma situação dolorosa, se se comportar de determinado modo.
Foi o investigador Rufus Skinner que, através de uma experiência, descobriu o modo como tantas das nossas aprendizagens se processam e se mantêm. A experiência feita por ele, mostrou que muitas acções que temos dependem do reforço.

O investigador colocou um rato na "caixa de Skinner" que liberta alimento quando é accionada. Inicialmente, o animal explorou o ambiente cheirando e deambulando no interior da gaiola. De seguida, e por acaso, o rato accionou a alavanca e recebeu uma porção de alimento. A partir de várias tentativas bem-sucedidas, o rato passou a premir a alavanca para receber o alimento. Esta experiência mostrou que o rato aprendeu a receber o alimento através do reforço positivo.


Depois disto, Skinner colocou um rato numa caixa cujo chão produzia choques eléctricos que eram eliminados se uma alavanca fosse accionada. Então, o rato aprendeu que, para evitar a dor, deveria premir a alavanca.

Skinner considerou que o propósito da psicologia é controlar o comportamento dos organismos individuais. Limitou o estudo psicológico científico ao comportamento observável do organismo através da observação sensorial e definiu a Psicologia como a ciência do comportamento manifesto.

O comportamento é ”(...) o movimento de um organismo ou das suas partes num quadro de referências oferecido pelo próprio organismo ou por vários objectos externos ou campo de força”. (Rufus Skinner)
A aprendizagem é definida como uma mudança na probabilidade de resposta, quase sempre provocada por condicionamento operante, processo pelo qual uma resposta se torna mais provável ou mais frequente, porque a resposta é fortalecida – reforçada.

Joana Almeida

sábado, 9 de abril de 2011

Socialização [ O Produto e os Produtores ! ]

“Não sou esperto nem sou burro,
Nem bem nem mal educado.
Sou simplesmente o produto
Do meio onde fui criado.”
António Aleixo

A quadra anteriormente transcrita do autor António Aleixo, remete-nos para o processo de socialização, que consiste na adaptação e integração, que o indivíduo efectua, das normas, padrões, regras e valores da cultura em questão, que desta forma é um processo dinâmico que garante a integração de um indivíduo numa dada cultura. O que nos permite afirmar que, a socialização é um processo que ocorre ao longo de toda a nossa vida. Na medida em que, todos os acontecimentos, contextos e tipos de relações exigem de nós uma grande capacidade de adaptação, novas aprendizagens e novas formas de ser. Por outro lado, é ainda importante focar que no processo de socialização se podem distinguir dois tipos: a socialização primária e a socialização secundária. No que diz respeito à socialização primária, esta consiste no primeiro contacto com valores, regras, comportamentos e padrões, que dão origem a determinadas formas de agir, pensar e fazer, que são as consideradas adequadas num determinado grupo social, ou por outras palavras, a socialização primária diz respeito às relações que desenvolvemos nos primeiros anos da nossa vida, com os nossos progenitores, e, num ambiente familiar.
A família é o primeiro agente ao qual a criança tem contacto, sendo por isso o de maior importância, pois é este que transmite os primeiros valores, normas, regras, padrões. Este tem a função de preparar o indivíduo para a reprodução sexual, marcar os comportamentos das raparigas e dos rapazes e a aceitação dos estatutos presentes na sociedade.
 Assim, este tipo de socialização dá-se até ao momento em que nos passamos a enquadrar na vida activa e/ou quando se dá uma grande mudança na nossa vida, onde passamos, então, a poder falar da socialização secundária.
Como tal, a socialização secundária, consiste na integração e adaptação a elementos mais complexos, a que somos expostos ao longo da nossa vida. Assim, poderemos concluir que esta socialização diz respeito à introdução de um indivíduo em novos sectores do mundo objectivo da sociedade (escola, trabalho, etc.) O que vai implicar que tenhamos a noção dos papéis que desempenhamos na sociedade e das expectativas que nos são depositadas.
Após a família, temos o agente escola que tem como função preparar o indivíduo para a vida activa na sociedade, fazendo-o aceitar os papéis e os estatutos vigentes, garantindo, assim, a reprodução do capital e da força do trabalho.




Os mass media são, também, um importante agente de socialização, principalmente nas sociedades mais industrializadas, nomeadamente a rádio, a televisão, os jornais, entre outros. Na medida em que, estes, exercem um grande poder sobre os indivíduos pelo facto de serem de fácil acesso, transmitindo as normas, os valores, as regras e padrões sociais.
Quanto ao grupo de amigos, podemos dizer que são também muito importantes, isto porque, devido à proximidade e afectividade estes integram os elementos culturais mais facilmente.

Assim sendo, como podemos constatar nos seguintes versos, “ sou simplesmente o produto/ do meio onde fui criado”, o indivíduo está perante um processo de socialização, processo esse que é contínuo, ou seja, ocorre desde que o ser nasce ate à sua morte.

Tatiana Machado

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Aculturação


O conceito de aculturação foi durante muito tempo utilizado para se avaliar o processo de contacto entre duas culturas diferentes. Entretanto, a utilização deste tipo de categoria tem vindo a ser cada vez mais criticada e combatida por antropólogos e outros especialistas das ciências humanas.
Em geral, a crítica realizada a esse conceito combate a ideia de que uma cultura desaparece no momento em que entra em contacto com os valores de outras culturas.
No entanto, essa conclusão mostra-se completamente equivocada por compreender que a cultura consiste num conjunto de valores, práticas e processos imutáveis no interior de uma sociedade.
Estudos de natureza histórica e antropológica, principalmente a partir da segunda metade do século XX, demonstraram que as sociedades humanas estão constantemente a reorganizar as suas formas de compreender e lidar com o mundo. Dessa forma, a cultura não pode ser vista de uma forma estática e imutável.
Um dos mais claros exemplos desse processo pode ser visto em relação às comunidades indígenas brasileiras. No inicio do século XX, as autoridades oficiais acreditavam que a ampliação do contacto entre brancos e índios poderia, numa questão de décadas, extinguir as comunidades indígenas. Contudo, o crescimento das comunidades indígenas – a partir da década de 1950 – negou o prognóstico do início daquele século.
Desta forma, devemos compreender que a cultura é um processo dinâmico e aberto em que hábitos e valores são sistematicamente redignificados. Por isso, a ideia de aculturação não pode ser vista como o fim de uma cultura, pois não há como pensar que um mesmo grupo social irá preservar os mesmos costumes durante décadas, séculos ou milénios.
A cultura de um povo, para se manter viva, deve ser suficientemente livre para conduzir as suas próprias escolhas, inovações e permanências.
Olga Fernandes, Nº18

Redes Sociais – que papel no universo da cultura

“Já não vivemos somente nas ruas e nas casas, mas também nos fios telefónicos, nos cabos e redes digitais. Estamos telepresentes num espaço de ausência. Aqui, onde nos encontramos, estamos ausentes, e onde não estamos, somos omnipresentes. (...)”
(Peter Weibel citado por Cláudia Giannetti, 2002)




Desde os primórdios da sua existência que o Homem age sobre a natureza, tranformando-a, estabelecendo relações, criando uma série de comportamentos, valores, normas, crenças, hábitos e costumes – a isto chamamos cultura.
No entanto o Homem não é só produtor de cultura, é também produto dessa mesma cultura. Podemos mesmo dizer que  cultura e vida caminham de mãos dadas, uma vez que uma é o reflexo da outra, mesmo quando nos revelamos contra uma “determinada cultura” fazemo-lo com base na nossa própria “herança cultural”.
Para Roland Barthes(1981) a cultura é uma fatalidade uma vez que tudo é cultural. À transmissão da cultura damos o nome de educação.
A entrada da tecnologia nas nossas vidas acelerou os processos já existentes mas, e sobretudo, alterou e introduziu inovações na maneira de experimentarmos a realidade, no uso da linguagem, assim como nas formas de ler, escrever e comunicar de maneira geral (Sacristán, 2003, p.81).
A tecnologia, além de ter alterado as nossas práticas quotidianas, acabou por transformar os modos de produção intelectual, através da diluição dos limites entre compreensão e certeza.
Todas as revoluções tecnológicas acabaram por transformar, a médio e a longo prazo, a relação que estabelecemos com o mundo. Estas revoluções modificaram a Cultura e vida quotidiana dos humanos, mas também acabaram por alterar os próprios humanos na sua auto-compreensão, assim como a sua realização como espécie.
Vivemos hoje imersos na globalização, condição à qual não podemos fugir, nem negar. A tecnologia é vivida e experienciada não apenas nos chamados países do primeiro mundo, mas repercutida por todo o mundo. A globalização, alterou a nossa posição em relação à nossa cultura de pertença.
A tecnologia, como não poderia deixar de ser, acabou por se difundir com o advento da globalização, estabelecendo novas formas de comunicação entre as diferentes civilizações. O avanço tecnológico, acelerou os processos de troca de ideias, informação e cultura, repercutindo-se no modo como a própria educação é administrada.
Somos hoje, pequenas partículas moldadas e limadas pelo contacto cada vez mais próximo com diferentes culturas, influenciados pela alucinante recepção de informação vinda de todas as partes do mundo.
É indiscutível a presença e implicação da tecnologia na vivência quotidiana de todos os indivíduos, acabando esta por alterar a forma como os seres humanos encaram o seu papel de cidadãos. A tecnologia e a cidadania já não são, nem podem ser, o que eram, por isso mesmo, se superiorizou a si mesma e não apenas às outras todas (Patrocínio, 2002, p.14,15).

Maria Azevedo

Atracção

     A psicologia social procura compreender como estabelecemos as relações interpessoal, podendo esta ser definida como a avaliação cognitiva e afectiva que fazemos dos outros e que nos leva a procurar a sua companhia.manifesta-se pela preferência que temos por determinadas pessoas que nos levam a gostar de estar com elas.
  Factores que influenciam a atracção
Existem 3 principais factores que influenciam o processo de atracção, a proximidade, a familiaridade e a atracção física.
 A proximidade, como já foi comprovado em estudos, é na um dos grandes factores uma vez que as pessoas mais próximas de nós são as que nós nos sentimos mais atraídos.
 Familiaridade este aspecto é relativo à quantidade de vezes que vemos uma pessoa, à partida uma pessoa com quem lidamos com mais frequência são as mais acessíveis, portanto mais susceptíveis de nos atraímos mais.

 Atracção física este factor conta com a primeira impressão que temos de uma pessoa, a aparência física.   
 
Semelhanças interpessoais este factor reside na própria relação que é estabelecida, assim sentimo-nos atraídos por pessoas que têm os mesmo sentimentos, opiniões, interesses (...) que nós próprios, a afinidade aproxima as pessoas.
Qualidades positivas gostamos mais de uma pessoa que apresenta as características que consideramos agradáveis.  
Complementaridade autores defendem que as semelhança, numa primeira fase, podem ser bastante importantes porém após esta fase as pessoas são atraídas por características que elas não possuem, ou seja, são as assimetrias das características que tornam alguém atraente para nós, uma vez que nos complementam.


A meu ver estes três aspectos são os que mais consideramos quando nos atraímos por alguém, uma vez que a combinação das três nos fazem aproximar da pessoa. É bastante mais fácil sermos atraídos por pessoas que vemos regularmente e que passam mais tempo connosco. Hoje em dia a aparência física influencia bastante a atracção pois foi-se criando um padrão de beleza tornando as pessoas que se incluem nesse padrão as mais bonitas, populares e as que causam melhores impressões.

Luís Rocha