quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Consciente, Pré-Consciente e Inconsciente




Segundo Freud, o consciente é somente uma pequena parte da mente, incluindo tudo do que estamos cientes num dado momento.
O interesse de Freud era muito maior com relação às áreas da consciência menos expostas e exploradas, que ele denominava Pré-Consciente e Inconsciente.
A premissa inicial de Freud era de que há conexões entre todos os eventos mentais e quando um pensamento ou sentimento parece não estar relacionado aos pensamentos e sentimentos que o precedem, as conexões estariam no inconsciente. Uma vez que estes elos inconscientes são descobertos, a aparente descontinuidade está resolvida.

"Denominamos um processo psíquico inconsciente, cuja existência somos obrigados a supor - devido a um motivo tal que inferimos a partir de seus efeitos - mas do qual nada sabemos".

No inconsciente estão elementos instintivos não acessíveis à consciência. Além disso, há também material que foi excluído da consciência, censurado e reprimido. Este material não é esquecido nem perdido mas não é permitido ser lembrado. O pensamento ou a memória ainda afectam a consciência, mas apenas indirectamente. O inconsciente, por sua vez, não é apático e inerte, havendo uma vivacidade e imediatismo no seu material. Memórias muito antigas quando liberadas à consciência, podem mostrar que não perderam nada da sua força emocional.

 "Aprendemos pela experiência que os processos mentais inconscientes são, em si mesmos, intemporais. Isto significa em primeiro lugar que não são ordenados temporalmente, que o tempo de modo algum os altera, e que a ideia de tempo não lhes pode ser aplicada".

Assim sendo, para Freud a maior parte da consciência é inconsciente. Ali estão os principais determinantes da personalidade, as fontes da energia psíquica, as pulsões e os instintos.
Estritamente falando, o Pré-Consciente é uma parte do Inconsciente, uma parte que pode tornar-se consciente com facilidade. As porções da memória que nos são facilmente acessíveis fazem parte do Pré-Consciente. Estas podem incluir lembranças de ontem, o segundo nome, as ruas onde moramos, certas datas comemorativas, os nossos alimentos predilectos, o cheiro de certos perfumes e uma grande quantidade de outras experiências passadas. O Pré-Consciente é como uma vasta área de posse das lembranças de que a consciência precisa para desempenhar suas funções.




Adriana Silva


Sudão : Mulher chicoteada no meio da rua por usar calças





Para dar mais ênfase ao texto que coloquei no blogue " Máscara social". Aqui está um vídeo onde, no Sudão, uma mulher é chicoteada em público por usar calças. Este vídeo está a percorrer mundo e é chocante pela desumanidade e crueldade envolvidas.

Espero que com isto, entendam melhor e que seja objectivo e conclusivo o texto que aqui coloquei anteriormente: " Máscara social".


Tatiana Machado

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Crianças Selvagens

No que diz respeito às crianças selvagens, estas são crianças que, sendo abandonadas numa idade muito precoce vão ser “criadas” por animais selvagens. Na realidade, o que vai acontecer é que não tendo qualquer tipo de contacto com uma cultura ou com outros indivíduos da espécie humana, estas crianças vão imitar os animais com quem passam grande parte da sua vida (a não ser que mais tarde sejam encontradas por outros Seres Humanos que as procurem ajudar, caso contrário, nunca irão mudar os seus hábitos, que, simultaneamente, são comportamentos típicos de animais). Por outro lado, é ainda importante destacar que estas mesmas crianças se caracterizam pelas suas cicatrizes e marcas (quer físicas quer mentais) que mostram facilmente que o Ser Humano depende dos outros e do contacto físico e pessoal com os outros. 
Assim, e como poderemos perceber estas crianças não possuem quaisquer comportamentos humanos. Na medida em que, não falam ( e não sendo sensíveis à fala humana, passa a existir uma grande dificuldade em comunicar com elas, que na maior parte dos casos emitem sons. Tendo, portanto, uma linguagem verbal muito reduzida). Por outro lado, estas não expressam quaisquer tipo de emoções complexas (como rir ou chorar) e, consequentemente, não vão perceber o significado dessas mesmas expressões. Para além disso, utilizavam os quatro membros para se deslocarem, e, não possuindo competências socias relacionadas com a convivência com os outros, estas não interagem com as pessoas que procuram interagir com elas.

Desta forma, estamos a falar de crianças que ao contrário dos restantes Seres Humanos, são exclusivamente naturais uma vez que o papel cultural e social (nestas) é nulo, o que vai facillitar a explicação de todos os seus comportamentos.


Caso português - Criança Selvagem:

Maria Isabel Quaresma dos Santos é o único caso português no campo das Crianças Selvagens. Nasceu a 6 de Julho de 1970 no distrito de Coimbra, na vila de Tábua. A pequena Isabel habitava num galinheiro onde, supostamente, a mãe a terá colocado apenas algum tempo após o seu nascimento. Foi aí que viveu durante oito anos da sua infância, tendo como única companhia as galinhas. Assim, Maria Isabel, alimentava-se de milho e couves cortadas.

Quando a pequena Isabel foi encontrada, esta possuía algumas características físicas muito específicas. Entre elas, é importante destacar factos como:

    * O subdesenvolvimento ósseo;

    * A grande debilidade;

    * A cabeça demasiado pequena para a idade;

    * A face com semelhanças com os galináceos (perfil, posição labial, dentição formada como se fosse um bico);

    * A posição dos braços muito idêntica às asas das galinhas;

    * Os calos nas palmas das mão;

    * Uma catarata no olho direito, certamente originada por uma picada de galinha.

Já a nível comportamental, Isabel demonstrava características semelhantes às das suas companheiras, como por exemplo:

    * Atitudes extremamente agressivas, com tendência para destruir tudo o que estivesse ao seu alcance;

    * O seu comportamento mais usual era mexer os braços como se fossem asas de galinha e guinchar;

    * Comia os seus próprios cabelos;

    * Ingeria as próprias fezes.

 Isabel acabou por ser internada no Colégio Ocupacional Luís Rodrigues, em Lisboa, que entretanto foi fechado pela Segurança Social. Actualmente, encontra-se na Casa do Bom Samaritano e de acordo com uma notícia publicada pelo “Diário de Notícias” em 1998, Isabel já conseguia andar sem ajuda em superfícies que não fossem demasiado irregulares, tinha muito mais controlo sobre as suas emoções e tinha já desenvolvido mais competências a nível social, conseguindo estar em grupo. Conseguiu ainda, aprender a interpretar expressões faciais emocionais de outras pessoas, conseguindo ela própria produzir algumas. Comunica apenas com algumas palavras, respondendo a algumas frases simples. Nunca conseguiu recuperar totalmente do dano que lhe tinha sido feito.


Na minha opinião, todos necessitamos uns dos outros para sermos civilizados, para poderemos expressar todas as emoções que somos capazes de produzir, de forma a que, não nos tornemos em seres meramente naturais, em seres frios (devido à sua incapacidade de exprimir emoções e de as compreender) como os restantes animais, com os quais estas crianças têm mais proximidade e mais semelhanças.
De facto, é difícil reconhecer a humanidade destas crianças, apesar de elas terem sido geneticamente determinadas a nascer com algumas características que são comuns a todos os indivíduos da espécie humana (olhos, boca, nariz, orelhas, etc.). Os modos como estas crianças se relacionam com os outros e com o mundo provoca-me uma estranheza imensa. Apesar de, biologicamente, serem humanas, é difícil relacionar a nossa experiência com a delas, compreender a forma como sentem, pensam e agem (passando-se exactamente o mesmo da parte delas).
É então de destacar que a cultura nos influência desde muito cedo, isto é:

“A partir do momento do nascimento, um bebé começa por sentir o impacto da cultura: na maneira como vem ao mundo, na maneira como o cordão umbilical é cortado, na forma como é lavado e segurado e na maneira como é enfaixado ou vestido”

Marta Teixeira

Enquanto matarem por amor , o ódio existe !
Podemos definir o amor como tudo aquilo que através do desejo, nos move da interioridade para a vida , ou ainda como a atracção que nos inclina para um objecto diferenciado em relação aos outros, para o qual convergem energias, aspirações, desejos e pulsões. É um sentimento volátil, com frequência incontrolável, que se apodera da mente, trazendo alegria num momento e desespero no outro.
Homens e mulheres de cada época e cultura foram "enfeitiçados, amolados e aturdidos" por este poder irresistível.
O amor, num sentido amplo, é um forte sentimento de apego. O amor gera desejos positivos e construtivos capazes de nos levar a sacrifícios quotidianos que em condições normais só faríamos por nós mesmos. Por outro lado pode também gerar sentimentos negativos como ciúme doentio e amor compulsivo na medida em que o seu parceiro se torna um objecto de posse . É o chamado amor obsessivo ,que muitas vezes Leva a actos impensáveis , a actos do mais cruel que existe , matar por amor . 
Mas o que leva alguém a matar o ser a quem diz amar?
Má índole? Um desvio de comportamento? Ciúme? A psicologia ainda tenta entender o que se passa na cabeça de alguém que pratica um crime passional. Ao certo, apenas se sabe que crimes dessa natureza podem estar ligados a desvios de comportamento gerados, na maioria das vezes, durante a infância, já que durante esse período o carácter das pessoas é moldado e a noção de limites entre o certo e o errado e o bem e o mal são absolvidas.
Segundo a psicóloga Stella Maris Mota, "quem ama não mata". Porém, ela mesma alerta: "as pessoas que não desenvolveram a maturidade para aceitar e respeitar o outro como ele é,  tendem a ver a outra pessoa como um prolongamento do seu desejo, ou seja, uma propriedade", evidencia, ressaltando que essa realidade está ligada à dificuldade do ser humano de lidar com a frustração.
Estes tipos de crimes acontecem porque o namorado-assassino, geralmente, não está preparado para lidar com a frustração de uma opinião contrária e de ser trocado por outro  , mas mais do que isso ser traído . Maioritariamente dos casos passionais são cometidos pelo sexo masculino .
Amar é estar pronto a lidar com a personalidade do outro , estar disposto a amar de uma forma saudável , não doentia , nem matar por sentimento de posse . Quando o assassino mata já sente um sentimento de ódio , e o sentido de pertença fala mais alto.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              
 
                                                                                                                                     Ana Vaz

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Máscara social






" (... ) O termo «pessoa» (…) tem a sua origem num termo teatral, visto que primitivamente a palavra persona designava a máscara com que o actor cobria o rosto a fim de melhor desempenhar o seu papel.
Quando qualquer de nós se interroga sobre aquilo que os outros pensam a nosso respeito, põe-se na posição do actor em face dos espectadores; e quando apreciamos a acção de outrem, pomo-nos na posição do espectador que olha para o actor a representar o seu papel.
No teatro, com efeito, cada actor tem o seu estatuto, uma posição social que lhe é atribuída (…) no seio desta colectividade fictícia que constitui a peça. Deve integrar-se na sua personagem, captando-lhe a psicologia e manifestá-la no comportamento e no conjunto da sua acção. Manifesta também a sua própria personalidade, não numa independência total, mas numa submissão original às condições sociais que constituem o conjunto da peça (…) Deve esforçar-se por tomar e manter o contacto com o público, ou seja, fazê-lo compreender simultaneamente a sua própria personalidade e a sua submissão social ao conjunto da peça»

                                                                                          P. Virton, Les dynamismes sociaux


Na minha opinião, o texto dá-nos a conhecer uma certa analogia que o autor estabelece entre a vida social e o teatro.
Assim, ao representar, o actor encarna um papel que lhe é previamente destinado, não deixando, todavia, de manifestar na representação o cunho próprio da sua personalidade.
O mesmo se passa na vida em comunidade.
Os diferentes papéis que o indivíduo representa são resultantes do binómio indivíduo-sociedade. Não há dúvida alguma que todos nós podemos escolher uma profissão do nosso agrado, tomar atitudes que achamos convenientes, assumir condutas de acordo com as nossas qualidades e maneira própria de ser. Mas coloco a questão: Em que medida é que tais opções são fruto apenas da nossa vontade pessoal?
É de extrema importância saber o elevado peso que a sociedade exerce sobre nós, fazendo-nos interiorizar modelos que, por si só, vão moldando a nossa personalidade. Além disso, acho que muitas vezes somos coagidos a seguir certas linhas de conduta ou a escolher determinada carreira profissional, por motivos meramente sociais, alheios às nossas inclinações.
Dou o exemplo, de pessoas que se tornam agricultores pelo facto da sua região carecer de estabelecimentos de ensino básico ou médio; outras cuja aspiração seria medicina ou advocacia, tiveram de renunciar por razões de ordem económica; outras ainda exercem determinadas profissões porque os familiares as levaram a isso.
Considero assim, que se o indivíduo escolhe determinados papéis, estes, em grande parte, são já organizados e de certo modo destinados pela sociedade. É este facto que explica o motivo por que muitas pessoas não desempenham convenientemente as suas tarefas profissionais, sentindo-se frustradas e incapazes de uma integração frutuosa no grupo de trabalho. Trata-se, efectivamente, de um desajuste entre o papel que se adaptaria com a sua personalidade, e o que a sociedade, a todo custo, lhes impõe.


                                                                                                                    Tatiana Machado

Cão de Pavlov


O condicionamento clássico (ou condicionamento pavloviano ou condicionamento respondente) é um processo que descreve a génese e a modificação de alguns comportamentos com base nos efeitos do binómio estímulo-resposta sobre o sistema nervoso central dos seres vivos. O termo condicionamento clássico encontra-se historicamente vinculado à "psicologia da aprendizagem" ou ao "comportamentalismo" (Behaviorismo) de John B. Watson, Ivan Pavlov e Burrhus Frederic Skinner.

A experiência que elucidou a existência do condicionamento clássico envolveu a salivação condicionada dos cães do fisiólogo russo Ivan Pavlov.

Num estudo sobre a acção de enzimas no estômago dos animais (que lhe dera um Prémio Nobel), interessou-se pela salivação que surgia nos cães sem a presença da comida.

Pavlov queria elucidar como os reflexos condicionados eram adquiridos.

Os cães  salivam naturalmente por comida; assim, Pavlov chamou à correlação entre o estímulo incondicionado (comida) e a resposta incondicionado (salivação) de reflexo incondicionado.

Por outro lado quando um estimulo não provoca qualquer tipo de resposta, denomina-se de estimulo neutro  (som da campainha).

A experiência de Pavlov consistiu em associar um estimulo não condicionado (comida) com a apresentação de um estimulo neutro (som de uma campainha).

Após a repetição desta associação de estímulos verificou  que o  cão aprendeu a salivar perante o estimulo que antes não provocava qualquer resposta (neutro) mesmo na ausência do estimulo incondicionado (comida).

Assim este comportamento  seria denominado de  resposta condicionada  (aprendida).
1.  Som da campainha (E. neutro)-----> ausência de resposta;
2.  Comida (E. incondicionado) -----> Salivação (R. incondicionada); (reflexo Incondicionado)
3.  Som da Campainha (E. Neutro) +  Comida (E. Incondicionado)  ---->  Salivação (Resposta incondicionda);
4.  Som  da campainha (E. Condicionado) -----> Salivação (Resposta Condicionada);
Helena Silva

domingo, 12 de dezembro de 2010

(In)diferença

            A psicologia é a ciência que estuda o comportamento (tudo o que organismo faz) e os processos mentais.
Quando olho para a nossa sociedade vejo que há uma grande diversidade cultural, uma grande diversidade de pessoas, pessoas essas que têm raças, religiões, orientações sexuais, idades ou nacionalidades distintas que por vezes levam a exclusão social devido á descriminação. Mas o que será isso da descriminação?
            Para responder a esta questão temos de ter em conta que a descriminação é a componente comportamental do preconceito, o preconceito trata-se da componente emocional e este é ainda composto pela componente cognitiva, os estereótipos. Então a descriminação é apenas o comportamento que resulta do preconceito, este tem origem nos estereótipos que são imagens preconcebidas de determinada característica. Assim podemos concluir que o preconceito trata-se de um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "
discriminatória", costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente.
            Resolvi falar deste tema porque é algo que me interessa e que gostei de investigar, pois tenho uma opinião bastante forte sobre as “diferenças” que existem no mundo. Penso que a descriminação é um acto de crueldade perante os indivíduos, porque hoje em dia sabemos que a sociedade é composta por indivíduos oriundos de diferentes países, com diferentes cores de pele, com diferentes crenças (…) e penso que temos de aprender a coabitar neste nosso planeta porque uma pessoa não é menos que as outras por ter determinada característica e merece que lhe seja dado o devido respeito pois ela tem o direito de viver a sua vida feliz e sem ser apontada como diferente.

Luis Rocha