quarta-feira, 8 de junho de 2011

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

O conceito de representação social refere a uma imitação mental. É através da representação que somos capazes de evocar uma pessoa, uma ideia, um objecto ou uma situação na sua ausência.



Exemplo:
É graças á representação mental que somos capazes de pensar em “campo de futebol” e surge uma imagem construtiva por um rectângulo verde, 2 balizas, bancadas a volta, entre outros.



Serge Moscovici


O conceito de representação vai ser desenvolvido por Serge Moscovici, que fundamentou teorias da representação social no inicio da década de 60. Em que publicou, em 1961, A psicanálise, a sua imagem e o seu público, que analisa a forma como esta teoria se adequa ao público em geral.

Exemplo:
Nas sociedades, as mulheres têm uma representação social em que para além de serem mães, desenvolvem uma actividade profissional fora de casa. Mas para as mulheres do séc. XX, seria impensável pois a representação social era ser dona de casa responsável pelos trabalhos domésticos e pela educação dos filhos.

A ELABORAÇÃO DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS


As representações sociais são indispensáveis nas relações sociais em que faz parte um processo de interacção social, permitindo aos membros de um grupo comunicarem e compreenderem-se.
Sobre a origem, Moscovici identificou dois processos a objectivação e a ancoragem:

Objectivação:
                é um processo através do qual as representações complexas e abstractas se tornam simples e concretas. No processo de objectivação, alguns elementos são excluídos/esquecidos, outros valorizados/desenvolvidos de forma a explicar a realidade de modo mais simples, preciso e comunicável.
Há três fases no processo de objectivação:
  • Construção selectiva;
  • Esquematização figurativa;
  • Naturalização.

Ancoragem:
               corresponde à assimilação das imagens criadas pela objectividade na mentalidade colectiva. Essas representações passam a orientar as relações sociais e comportamentais.

Uma representação social desempenha um papel de filtro cognitivo.

As representações estão marcadas pela cultura e pela sociedade.

 
Exemplo:
Como já foi referido a representação social da mulher na sociedade; a relação pais-filhos; professores-alunos; a representação da infância, da adolescência; etc.
 As representações sociais dão sentido ao que pensamos, em que orientam e regulam o nosso comportamento.

FUNÇÕES DAS REPRESENTAÇOES SOCIAIS
Entre várias funções das representações sociais, destacam-se quatro:
·    Função de saber: as representações sociais dão uma explicação e um sentido á realidade, ou seja, servem para os indivíduos explicarem, compreenderem e desenvolverem acções concretas sobre o real.
·    Função de orientação: a sua função de explicação reflecte ao nível da acção, são um guia dos comportamentos, ou seja, estabelecem práticas na medida em que antecedem o desenvolvimento da acção.
·    Função identitária: as representações sociais permitem ao indivíduo construir uma identidade social, posicionando-se em relação aos outros grupos sociais, ou seja, as representações sociais permitem distinguir o grupo que as origina dos outros grupos.
·    Função de justificação: as representações sociais permitem aos indivíduos explicarem e justificarem as suas opiniões e os seus comportamentos.

INCONFORMISMO E INOVAÇÃO


Inconformismo:
                  é a adopção de conceitos, atitudes e comportamentos que não respondem às expectativas do grupo. As pessoas em que a pertença ao grupo constitui uma parte importante do seu auto conceito têm mais probabilidade de se conformarem devido á influência normativa.

O EFEITO DAS MINORIAS


O efeito da influência da maioria no comportamento de um grupo de indivíduos, que gerada de inovação, quer compreender a influênciada minoria.

Exemplo:

Foi realizada uma experiencia com 6 pessoas. Foram feitos testes para assegurar que tinham percepção adequada das cores e foi explicado que deviam atribuir uma cor às imagens que aparecessem. Numa das circunstâncias da experiencia foram mostradas 24 diapositivos com filtro azul. Duas das seis pessoas são cúmplices do experimentador e, seguindo as suas instruções, são os primeiros a entrevirem e afirmam que a cor é verde. Como os cúmplices são firmes com as suas respostas, 8,4% das pessoas são influenciadas e respondem verde. Mas se as respostas dos cúmplices forem variadas, não há qualquer mudança nas respostas das outras 4 pessoas.

Inovação:
                 quando o processo de influencia social é desenvolvido por uma minoria que aponta as mudanças das normas e regras sociais de um dado grupo.

O processo de influência da minoria por inovação só ocorre quando há conflito.Esta situação gera incerteza, tensão porque a divergência ocorre no interior do grupo, em que depois há a procura de consenso.

Marina Magalhães

terça-feira, 7 de junho de 2011

Violência nas escolas

Hoje em dia são muitas as vezes que somos alertados pelos meios de comunicação social acerca dos vários acontecimentos violentos protagonizados pelos alunos nas escolas.

De facto, nenhum ser humano nasce violento, ou criminoso, o seu destino não está traçado após a nascença. Os seus comportamentos são fruto do ambiente a que são expostos.

Tal facto foi comprovado por estudos que revelaram que os contextos sociais dos jovens, aparecem bem focados como factores desencadeadores de comportamentos violentos, tais como a desagregação familiar, a pouca ou até mesmo a inexistência de atracção pela escola, consumo de estupefacientes, álcool e tabaco, o visionamento excessivo de televisão, meios onde existam maus tratos físicos e psicológicos, pobreza entre outros.





Para resolver estes conflitos a educação que é concebida ás crianças tem um papel muito importante, porém ultimamente tem-se verificado que a família, núcleo primordial de educação, tem vindo a delegar esse papel para a escola, visto que é na escola que as crianças passam a maior parte do dia.

 Porém a escola não poderá jamais substituir as condições educativas da família, nem é razoável que seja somente a escola a ensinar valores tão necessários para o desenvolvimento da criança tais como: a democracia, as regras para a uma boa convivência, o respeito pelo outro, a solidariedade, a tolerância, o esforço pessoal, etc.

Contudo, os números de violência nas escolas continuam a aumentar e é necessário arranjar estratégias de combate de maneira que a violência diminua. É necessário a educação da família, viver em equilibrio, com ajuda financeira, não esquecendo o carinho e o afecto.

Marta Sousa

Intimidade

A definição de intimidade é muito complexa uma vez que, o seu significado varia de relacionamento para relacionamento, e dentro de um mesmo relacionamento ao longo do tempo. As relações íntimas são um tipo particular de interacção social que apresenta características próprias. 
Porém nem todas as pessoas conseguem manter um grau de intimidade com os outros. Assim, estas distinguem se pela forma como partilham sentimentos, emoções e afectos. Podendo afirmar-se que a intimidade tem duas dimensões, a relacional e a pessoal.

Termos como abertura, sinceridade e confiança são condições de uma relação de intimidade. Perante relações íntimas que estabelecemos, reconhecemos diferenças. Assim distinguimos várias dimensões de intimidade: a social, a sexual, a emocional, a intelectual e a lúdica.


Componentes das interacções íntimas


A comunicação verbal: 




Elemento fundamental da interacção íntima, pois é através da conversa que partilhamos o que nos vai na cabeça. Também quem ouve é elemento essencial, para poder haver inversão de papéis.




Interacções não verbais:



Forma de demonstrar os sentimentos e emoções por aproximidade física, através de carícias, toques, beijos, abraços, olhares.

Outro aspecto a considerar para a compreensão da intimidade é o contexto social. Variando o tempo e o lugar, também variam as formas de exprimir e exercitar as relações íntimas. 


Em conclusão, a intimidade é uma experiência que implica uma forte vivência, um grande envolvimento e uma comunicação profunda.


Anita Costa 

Formação das Impressões


Qual te parece a pessoa melhor?


Pessoa A                          
Pessoa B
Inteligente
Invejosa
Trabalhadora
Obstinada
Impulsiva
Critica
Critica
Impulsiva
Obstinada
Trabalhadora
Invejosa
Inteligente


Á primeira vista, a pessoa A parece muito mais positiva. No entanto, ambas possuem as mesmas características. A única diferença é que a pessoa A possui uma característica positiva (inteligente) em primeiro lugar, contrariamente á pessoa B, que aparesenta essa mesma caracteréstica em último lugar.

Deste modo, esta experiência leva-nos a concluir que a primeira informação é a que tem maior influência sobre as nossas impressões, e que a ordem com que conhecemos as características de uma pessoa é determinate, na construção da sua imagem. Portanto, a primeira informação vai ter uma grande persistência na nossa impressão, e qualquer tentativa para a modificar-mos é difícil. É quase como uma rejeição ao integrar uma nova informação!

Curiosidade:

Na década de 90, desenvolveram-se  pesquisas sobre a formação da impressões. Os investigadores chegaram á conclusão que o humor tem muita influência na formação das impressões: as pessoas mais felizes, mais satisfeitas, formam impressões mais positivas sobre os outros do que as que, geralmente, estão de mau humor.


Ana Catarina

segunda-feira, 6 de junho de 2011

ILUSÃO DE MÜLLER-LYER
A figura seguinte, criada pelo psiquiatra alemão Franz MÜLLER-LYER em 1889, conhecida como a ilusão da flecha é talvez das ilusões perceptivas mais conhecidas.



       Uma explicação para esta ilusão diz que a haste da figura B parece maior porque as pontas de seta na extremidade estão abertas para fora fazendo assim com que o olho continue o seu movimento de seguir a haste, enquanto que, pelo contrário, a haste da figura A parece menor porque o olho chegando à ponta da haste é levado retroceder pela forma da ponta da seta.


Outra explicação é que temos tendência para ampliar características que indiquem distância do observador e reduzir características que indiquem proximidade. Assim, enquanto as flechas viradas para dentro (B) parecem representar objectos que se distanciam do observador, as flechas viradas para fora (A) parecem representar objectos que se aproximam.

ILUSÃO DO T INVERTIDO DE WUNDT
A ilusão do T invertido ou da perpendicular, exemplificada na figura seguinte é devida a Wilhem WUNDT, que a estudou e apresentou em 1858.

Verifica-se aqui o chamado efeito horizontal/vertical em que, apesar dos segmentos de recta terem exactamente o mesmo comprimento, o segmento vertical parecerá sempre maior.
                                                                  
ILUSÃO DE PONZO
A Ilusão de Ponzo, também referida como a ilusão da linha de comboio, foi pela primeira vez demonstrada pelo psicólogo italiano Mario PONZO em 1913.

Nesta ilusão temos dois segmentos de recta horizontais que são ladeados por duas linhas oblíquas. Apesar de terem exactamente o mesmo comprimento, a linha de cima (B) parece maior que a linha de baixo (A).
Este fenómeno é associado à experiência das linhas de comboio.
Uma explicação para esta ilusão é julgarmos o tamanho dos segmentos de recta tendo como referência a distância entre cada um dos segmentos e as linhas oblíquas, ou sejam, as distâncias identificadas como A’ e B’ na figura seguinte.


Como B’ é consideravelmente mais pequeno, o segmento B é percepcionado como sendo maior.

ILUSÃO DE TITCHENER

Esta imagem foi criada por Edward Bradford TITCHENER em 1898 em que nos apresenta duas flores em que os círculos A e B são iguais, apesar de parecer maior o círculo que possui à sua volta círculos mais pequenos (A).
A mesma coisa acontece na figura seguinte, em que as circunferências azuis são iguais embora a circunferência A pareça muito maior.




ILUSÃO DO “VASO DE RUBIN”
        É uma ilusão de óptica ambígua pois, podemos visionar mais do que uma imagem mas apenas uma de cada vez. Foi apresentada por Edgar Rubin por volta do ano de 1915.

         Se focarmos a visão no branco, a imagem que obtemos é um vaso enquanto que, se nos concentramos no fundo preto encontraremos duas faces voltadas uma para a outra.

Dois velhos ou dois mexicanos?
 

Uma jovem ou uma velha?




Tiago Costa


sábado, 4 de junho de 2011

Processos Conativos - O Esforço de Realização

   Os Processos Conativos são um conjunto de processos que se ligam à execução de uma acção ou comportamento.
Contêm duas componentes, objectiva ,de execução que se manifesta nos movimentos e que se pode observar, e subjectiva ,uma disposição interna para a acção, que é a conação.
É portanto, o conjunto da motivação, empenho, vontade e desejo que move os indivíduos em direcção a um fim ou objectivo, ao dar sentido à sua acção, faz com que tenha significado para eles. 
Concluí-se, então, que todos nós procuramos sempre algo de distinto de nós próprios, esforçando-nos com o objectivo de atingir um fim. Afirma-mos a vida psíquica como intencional porque a mente visa algo de diferente de ela própria, tem um propósito.



   O conceito de Esforço de Realização relaciona-se com o empenho para concretiza-mos os nossos desejos e objectivos. O esforço de realização está intimamente ligado aos processos conativos, ao modo como os nossos desejos e propósitos se transformam em acções.
Segundo Abraham Maslow  as motivações organizam-se segundo uma hierarquia de necessidades, representada por uma pirâmide: na bases as necessidades básicas e no topo as de auto-realização. Só se passa para um nível superior se as necessidades do nível anterior estiverem satisfeitas.

                          


   Necessidades fisiológicas: são vitais para o ser humano. A sua satisfação assegura a sobrevivência (a fome, sede, sono) e visa a manutenção do equilíbrio interno do organismo. A satisfação destas necessidades dominam o comportamento humano.

   Necessidades de segurança
: depois de satisfeitas as necessidades fisiológicas, o individuo procura satisfazer a necessidade de se sentir protegido, relativamente a situações potencialmente perigosas.

   Necessidades de afiliação
: este tipo de necessidade manifesta-se no desejo de o individuo estar com os outros e ser aceites por estes. É a necessidade de receber e dar afecto, confiança, amor, e reflecte-se na procura de fazer partes de grupos: família, amigos, trabalho.

   Necessidades de estima
: correspondem à necessidade de se sentir respeitado, estimado pelos outros; a necessidade de se sentir competente (desenvolver actividades com qualidade e ser reconhecido) depende da satisfação destas necessidades. Se estas necessidades forem satisfeitas há um sentimento de auto-confiança, se acontecer o contrário a frustração pode dar origem a sentimentos de inferioridade.

   Necessidades de auto-realização: são as necessidades que cada um tem de realizar o seu potencial. Estas necessidades podem manifestar-se pela necessidade do individuo concretizar as suas potencialidades, de atingir a sua realização pessoal e de conseguir obter êxito e sucesso.
  










Para Maslow, a motivação é o motor da vida das pessoas que têm percursos diferentes à medida que as necessidades são satisfeitas. Chama a atenção para o esforço de realização exigido: iniciativa, força de vontade, autonomia, criatividade, aceitação de si próprio e do outro, espírito aberto, capacidade de autocrítica.




Sofia Carvalho

Condicionamento Operante - Experiência de Rufus Skinner

O condicionamento operante é um tipo de aprendizagem que envolve a vontade do sujeito, ou seja, o sujeito é activo. O comportamento é aprendido através do reforço, que pode ser positivo ou negativo. Rufus Skinner apresentou experimentalmente o condicionamento operante, como alternativa ou complemento ao condicionamento clássico de Watson. A questão básica para ambos os modelos era o estabelecimento de respostas a factores determinantes. Enquanto o condicionamento clássico é controlado pela associação de estímulos, o condicionamento operante é controlado pelas suas consequências – estímulos (reforços) que se seguem às respostas.
- No condicionamento operante, uma resposta é fortalecida pelo seu reforço ou enfraquecido pela sua extinção.
- Um operante é uma série de actos ou acções que, pelas consequências que geram, são fortalecidos ou enfraquecidos de modo a aumentar ou diminuir a probabilidade da sua ocorrência.
 - Reforço: Refere-se a qualquer estímulo que aumenta a força de algum comportamento operante.
1. Reforço Positivo: estímulo que tem consequências positivas, agradáveis e que se segue a um determinado comportamento.
2. Reforço negativo: o sujeito evita uma situação dolorosa, se se comportar de determinado modo.
Foi o investigador Rufus Skinner que, através de uma experiência, descobriu o modo como tantas das nossas aprendizagens se processam e se mantêm. A experiência feita por ele, mostrou que muitas acções que temos dependem do reforço.

O investigador colocou um rato na "caixa de Skinner" que liberta alimento quando é accionada. Inicialmente, o animal explorou o ambiente cheirando e deambulando no interior da gaiola. De seguida, e por acaso, o rato accionou a alavanca e recebeu uma porção de alimento. A partir de várias tentativas bem-sucedidas, o rato passou a premir a alavanca para receber o alimento. Esta experiência mostrou que o rato aprendeu a receber o alimento através do reforço positivo.


Depois disto, Skinner colocou um rato numa caixa cujo chão produzia choques eléctricos que eram eliminados se uma alavanca fosse accionada. Então, o rato aprendeu que, para evitar a dor, deveria premir a alavanca.

Skinner considerou que o propósito da psicologia é controlar o comportamento dos organismos individuais. Limitou o estudo psicológico científico ao comportamento observável do organismo através da observação sensorial e definiu a Psicologia como a ciência do comportamento manifesto.

O comportamento é ”(...) o movimento de um organismo ou das suas partes num quadro de referências oferecido pelo próprio organismo ou por vários objectos externos ou campo de força”. (Rufus Skinner)
A aprendizagem é definida como uma mudança na probabilidade de resposta, quase sempre provocada por condicionamento operante, processo pelo qual uma resposta se torna mais provável ou mais frequente, porque a resposta é fortalecida – reforçada.

Joana Almeida